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23/12/2023 às 01h02min - Atualizada em 24/12/2023 às 21h55min

Medicina regenerativa ajuda no tratamento da coluna, diz neurocirurgião

Dr. Mateus Tomaz explica indicações e detalhes do procedimento

Salatiel Medeiros de Araújo
Freepik
A presença cada vez mais frequente das telas de celulares e computadores vem afetando a saúde da coluna. A Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo IBGE, dá conta que 8,7% dos jovens de 18 a 29 anos já apresentam problemas crônicos de coluna, índice que sobe para 26,6% entre os maiores de 60 anos, sendo este apenas um dado sobre os agravantes da vida moderna para a coluna vertebral, novas profissões como motoristas de APPs por exemplo, entre outras.

O neurocirurgião Dr. Mateus Tomaz destaca o impacto significativo da medicina regenerativa no tratamento das doenças da coluna, revelando que esse campo busca regenerar células com problemas em diversas partes do corpo. "Podemos regenerar cartilagens nos discos, nas articulações e até lesões nervosas na coluna", afirma.

Ele esclarece que as células-tronco, provenientes da medula óssea, desempenham um papel crucial nesse processo. "Essas células indiferenciadas têm a capacidade de se transformar em células especializadas, ajudando na regeneração de tecidos doentes, como cartilagem ou nervos", explica o especialista.

Quanto à relação entre o tratamento regenerativo e a cirurgia, Dr. Mateus destaca que a medicina regenerativa pode ser uma alternativa única, proporcionando resultados satisfatórios sem a necessidade de intervenção cirúrgica. No entanto, em casos mais graves, ela pode ser utilizada como aliada ao procedimento cirúrgico.

Sobre a viabilidade do tratamento para todos os pacientes, ele enfatiza que a maioria é elegível, exceto aqueles com doenças específicas da medula óssea, como leucemias e linfomas. Quanto aos profissionais aptos ao procedimento, Dr. Tomaz menciona neurocirurgiões, ortopedistas, reumatologistas e até anestesistas, ressaltando a importância de avaliações detalhadas e cuidados personalizados para cada paciente.

Ao abordar o pós-procedimento, o neurocirurgião destaca a simplicidade. “Essa aplicação dura em torno de 30 minutos e o paciente recebe alta horas após este procedimento. Ele deve manter o repouso somente no dia e a partir do dia seguinte praticamente ele retoma a vida normal”, resume.

O especialista conclui reforçando a importância de o paciente praticar atividade física recomendada, manter uma postura correta e aderir às demais indicações médicas para otimizar os resultados no pós-operatório.


Fonte: Dr. Mateus Tomaz - Neurocirurgião | www.instagram.com/dr.mateustomazneuro/
 

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