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04/01/2024 às 09h07min - Atualizada em 04/01/2024 às 09h07min

Incentivos econômicos podem permitir que Brasil seja protagonista da transição energética mundial

Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), em tramitação no Congresso, pode ajudar no financiamento de pesquisas e investimentos no setor

Brasil 61
Foto: Freepik

O Brasil figura entre os países com maiores fontes de energia limpa e renovável do planeta: 80% da energia que consumimos aqui vem da água, do vento ou do sol. Mas, quando falamos em transição energética, ainda faltam investimentos para que o país se torne competitivo no mercado internacional. Para Fabrício Soler, advogado e sócio da S2F Partners, é fomentando e trazendo medidas de estímulo fiscal, econômico e de créditos, que vamos alcançar essa competitividade. 

“Atuando em conjunto com o setor privado e empresarial  —  essa é uma pauta que não é iminentemente do poder público — isso potencializa o posicionamento do  Brasil nessa transição energética, levando em conta não só a realidade de hoje, mas também os potenciais futuros: etanol de segunda geração, o bioquerosene e o biodiesel, que já é algo consolidado no Brasil.” 

No Congresso a pauta verde ganha destaque e vem sendo tratada como prioridade. O projeto que regula o Mercado de Carbono, aprovado na Câmara em 2023, deve ser votado no Senado no começo do ano. E outras pautas ligadas à transição energética, como o Plano de Aceleração da Transição Energética (Paten) são bem recebidas nos setores público e privado. 

O que é o Paten?

Expandir a infraestrutura para o desenvolvimento sustentável, utilizando os créditos tributários e o instrumento da transferência tributária. Este é um dos objetivos do Paten, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (CIDADANIA-SP) — e que está em tramitação no Congresso pelo PL 5.174/23. 

A relatora do texto na Câmara, a deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO) em entrevista à Frente Parlamentar do Agro, explicou que o principal objetivo do projeto é incentivar a infraestrutura e a pesquisa através de recursos —  e assim permitir que as empresas façam investimentos nessa transição. 

“Dentro disso existe o Fundo Verde: o fundo é onde vai gerar esse recurso de forma sustentável dando viabilidade para que ele possa ser gerido e essas empresas, através desses precatórios e dos créditos tributários, eles possam utilizar das financiadoras, pegar os recursos e ter isso como forma de dar subsídios à empresas.”

Um dos principais pontos é que a gente seja o mantenedor e o primeiro a ter as tecnologias, já que o Brasil é referência em energia limpa e renovável, explica a parlamentar. 

Projetos alinhados 

Para o advogado Fabrício Soler, o Paten está alinhado ao propósito que vem sendo trabalhado pelo governo federal. 

“Buscando fomentar, estimular, potencializar a transição energética. Ela está diretamente relacionada com a redução de gases de efeito estufa, por isso nós temos o olhar voltado para a mudança de fontes de energia, buscando uma forma mais sustentável, uma redução de gases de efeito estufa.” 

Fonte: Brasil 61


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