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09/11/2023 às 21h21min - Atualizada em 09/11/2023 às 21h21min

SIDERURGIA: Usiminas atribui prejuízo à concorrência do aço importado

A Usiminas registrou prejuízo líquido de R$ 166 milhões no terceiro trimestre de 2023

Brasil 61
Foto: Divulgação/Brasil Mineral

A Usiminas registrou prejuízo líquido de R$ 166 milhões no terceiro trimestre de 2023, frente a um resultado positivo de R$ 287 milhões no trimestre anterior. O Ebitda ajustado consolidado ficou negativo em R$ 20 milhões e a margem EBITDA também caiu para 0,3%. Já as vendas de aço totalizaram 1 milhão de toneladas, um aumento de 5% na comparação com o trimestre anterior. “Não é novidade que a Usiminas, assim como toda a indústria siderúrgica brasileira, está passando por um momento desafiador. Os elevados níveis de importação de aço proveniente principalmente da China, que chegam até o País com preços artificialmente baixos, abaixo do custo em alguns casos, criam uma concorrência desleal com o aço nacional”, comenta Marcelo Chara, presidente da Usiminas.

Para ele, o governo brasileiro deve adotar alguma medida para garantir isonomia de competição. “O México recentemente aumentou a tarifa de importação para 25%. Em comparação, a tarifa de importação do Brasil está em 10,8%. Isso leva a uma invasão de produto porque outros mercados se fecharam para a concorrência desleal, enquanto o Brasil continua aberto”, afirma.

A Usiminas investiu R$ 886 milhões no terceiro trimestre de 2023, destinado, principalmente, à reforma do Alto Forno 3 da Usina de Ipatinga, maior investimento da companhia no ano. Com a conclusão das obras, a Usiminas prepara o equipamento para a entrada em operação. “É um trabalho cuidadoso para retomar com segurança e cuidado com o meio ambiente. Foi uma obra complexa e que trará muitos benefícios e competitividade para a Usiminas. O Alto Forno 3 tem diversas melhorias de tecnologia que melhoram o desempenho, impactando em custos e na redução de emissão por tonelada produzida”, destaca Chara.

Entre os ganhos esperados estão o aumento da produtividade, com a redução de consumo de combustível e carga metálica, e diminuição das emissões de carbono, que devem ser reparados no primeiro trimestre de 2024, após o período de ramp-up para estabilização operacional do equipamento.

Além do Alto-Forno 3, outra medida realizada na Usina de Ipatinga com foco na performance ambiental foi a paralisação da Coqueria 3, que também contribuiu para a redução de custos, um dos principais focos da gestão.

O presidente comenta que o cenário do mercado, pode impactar na produção da companhia. “Sem medidas concretas, o mercado continuará sofrendo com o aumento da concorrência e podemos ter que abafar um dos fornos menores. Não poderemos operar com toda a nossa capacidade. Já em 2023, deixamos de abrir 600 vagas de trabalho pela concorrência chinesa”, explica Chara.



Fonte: Brasil 61
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