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14/11/2023 às 14h49min - Atualizada em 14/11/2023 às 23h18min

Indústria fluminense cresceu em 3,1% em setembro, mais que a média brasileira

Comparado à média brasileira (+0,1%), o desempenho do Rio de Janeiro em setembro foi bastante superior

´Rio Indústria
Freepik
Em setembro, a indústria fluminense cresceu 3,1%, mais que a média brasileira, tanto na passagem mensal, como na comparação com igual mês do ano anterior. A produção aumentou tanto da indústria extrativa, como de transformação. No ano, a indústria fluminense cresceu, enquanto a média nacional caiu. A análise com base em dados da PIM, divulgada pelo IBGE, foi feita pelo consultor econômico William Figueiredo, da Future Tank em parceria com a Associação Rio Indústria.

“Comparado à média brasileira (+0,1%), o desempenho do Rio de Janeiro em setembro foi bastante superior”, comenta Sérgio Duarte, presidente da Rio Indústria. Cabe destacar que a atividade industrial aqui analisada engloba as Indústrias Extrativas e de Transformação. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, por sua vez, a produção industrial fluminense apresentou forte crescimento em setembro (+8,5%). 

Da mesma forma, esse resultado foi bastante superior à média nacional (+0,6%). Esse foi o quinto mês consecutivo de crescimento no Estado e o segundo maior resultado do ano. Este desempenho fluminense no último mês foi puxado em maior intensidade pelas Indústrias Extrativas (+15,0%), mas as Indústrias de Transformação também registraram crescimento (+1,7%).

No acumulado do ano até setembro, a produção industrial fluminense avançou 4,4%, frente ao mesmo período do ano anterior. Ao contrário do Rio, a produção industrial brasileira registrou queda esse ano (-0,2%), diante de recuo em oito dos 17 estados pesquisados. A produção industrial fluminense foi a quinta que mais cresceu no país esse ano, sustentada pelas Indústrias Extrativas (+8,4%), uma vez que a Indústria de Transformação apresentou pequeno crescimento (+0,1%).

INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO

Em setembro, a produção fluminense das Indústrias de Transformação cresceu 1,7%, na
comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o sétimo melhor resultado do país, o
que reverteu parte da queda observada em agosto no Estado (-1,8%). A produção manufatureira brasileira na contramão, diminuiu em setembro (-0,8%). Cabe destacar que
as Indústrias de Transformação aqui analisadas englobam 24 atividades que transformam
insumos (matérias-primas, materiais e componentes) em produtos novos.

Por sua vez, no acumulado do ano até setembro, a produção fluminense das Indústrias de
Transformação cresceu 0,1%, na comparação com igual período do ano passado. Ao contrário do Rio, a produção manufatureira brasileira diminuiu 1,2%, diante de recuo em
nove dos 17 estados pesquisados. O avanço da produção manufatureira fluminense esse ano foi sustentado por apenas três das 14 atividades pesquisadas, a saber: Outros Equipamentos de Transporte (+78,6%) – sobretudo naval, Produtos de minerais não-metálicos (+19,0%) – sobretudo insumos para construção e Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+13,2%). Por outro lado, entre as onze atividades industriais em queda no Rio em 2023, destaque para: Produtos de metal (-13,2%), Farmoquímicos e farmacêuticos (-12,7%), Produtos de borracha e de material plástico (-10,3%) e Veículos automotores (-9,4%).

INDÚSTRIAS EXTRATIVAS

Em setembro, a produção fluminense das Indústrias Extrativas avançou 15,0%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o terceiro melhor resultado do país e o quinto resultado positivo seguido. A média brasileira também cresceu de forma significativa em setembro (+9,1%). Cabe destacar que o conjunto de Indústrias Extrativas analisados pelo IBGE é bem distinto entre os estados, destacando-se em alguns as atividades de extração mineral e em outros, como no Rio, as de extração de petróleo e gás natural.

Por sua vez, no acumulado do ano até setembro, a produção fluminense das Indústrias Extrativas cresceu 8,4%, na comparação com igual período do ano anterior. Foi o segundo Estado com maior taxa de crescimento no país esse ano, ficando atras apenas do Espírito Santo (+17,3%). A produção extrativa nacional, por sua vez, também observou forte crescimento (+6,0%) no período, diante da alta observada em quatro dos onze estados pesquisados.

Este conteúdo foi distribuído pela plataforma SALA DA NOTÍCIA e elaborado/criado pelo Assessor(a):
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